Ex-aluna da UBI cria roupa interativa para crianças com necessidades especiais

T-shirts, tops, camisolas com cores, sons, luzes e aromas. Peças de roupa que provocam sensações quando se vestem. Ângela Pires, designer portuguesa, é a autora da sensorialFIT, uma linha de vestuário inovadora para crianças que é muito mais do que uma moda. São peças de roupa interativas, terapêuticas e lúdicas, capazes de estimular os sentidos das crianças com necessidades especiais, sobretudo ao nível do desenvolvimento psicomotor.

A autora do projeto acredita que estes estímulos são fundamentais para o desenvolvimento destas crianças «porque dessas experiências resulta a forma como percecionam e se relacionam com o mundo que as rodeia», afirma em declarações ao Canal Superior.

A designer portuguesa teve a preocupação de criar uma linha de peças de vestuário confortável, com texturas e materiais macios, cores suaves, sem etiquetas nem elementos incómodos. «Existem muitas crianças que apresentam uma Disfunção da Integração Sensorial o que resulta, por exemplo, numa hipersensibilidade às texturas, sons, cores, etc. Nesses casos, as crianças sentem incómodo e muitas vezes dor ao usar, por exemplo, umas calças de ganga», continua Ângela Pires.

Roupas fáceis de vestir e despir, adaptadas às necessidades de cada criança, com acessórios interativos (bolso com zippers, botões de vários tamanhos, molas de encaixe e atacadores, acessórios sob a forma de jogos) e modulares, que podem ser usados separadamente em diferentes peças.

sensorialFit

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A primeira coleção da sensorialFIT está a ser preparada e, para já, terá t-shirts, tops e camisolas, com materiais confortáveis e com alguma elasticidade como a malha, explica a designer ao Canal Superior.

Em maio deste ano, as primeiras peças já estarão à venda, no site da sensorialFIT e em algumas clínicas e associações. O custo das peças ainda não está totalmente definido, mas o objetivo é ter uma «gama de preços média, para chegar ao maior número possível de crianças», explica a designer portuguesa.

Até porque, continua a designer, apesar de ser uma linha criada a pensar em crianças com necessidades especiais, os benefícios dos estímulos sensoriais «são transversais a qualquer criança» e, daí haver um potencial de mercado grande, que tem Portugal como rampa de lançamento de um produto escalável a todo o mundo.

O conceito da sensorialFIT, que alia a tecnologia à moda, surgiu durante a tese de mestrado em Design de Moda, na Universidade da Beira Interior, com a exploração de têxteis inteligentes que pudessem melhorar a vida das pessoas, em particular de crianças com atrasos ao nível do desenvolvimento psicomotor.

O trabalho académico desenvolvido em 2008 acabaria por transformar-se num projeto empresarial, para o qual contribuiu a participação no programa TecEmpreende, da Anje/INESC Porto no desenvolvimento do plano de negócio e o Prémio SIM’12, no valor de 25 mil euros, que permitiu criar a empresa e desenvolver a primeira coleção.

Fonte: Canal Superior

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