Crescimento da produtividade será essencial para a economia portuguesa

O Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, afirmou que «a sustentação do futuro do crescimento de Portugal vai passar pelo processo de crescimento da produtividade».

Em Lisboa, no terceiro congresso dos Gestores Portugueses, o Ministro destacou que a requalificação dos recursos humanos, a inovação, a incorporação de novas tecnologias no sistema produtivo e o investimento serão essenciais nesta dinâmica.

«A transformação digital é um dos fatores de crescimento de produtividade das empresas e da economia como um todo e, neste sentido, é a única condição que nos promete também sustentar um processo de crescimento dos rendimentos do trabalho e de crescimento dos salários», acrescentou.

Pedro Siza Vieira salientou a necessidade de mobilizar os recursos necessários para financiar o processo de transformação digital das empresas e da economia, referindo que os incentivos ao autofinanciamento das empresas tem sido uma prioridade do Governo, sobretudo através do «sistemático alargamento da dedução dos lucros retidos e reinvestidos».

O Ministro destacou ainda a necessidade de aumentar a eficácia do apoio ao sistema bancário como instrumento fundamental no «esforço de mobilização da economia, seja na transição digital, na eficiência energética ou na descarbonização».

Importância dos recursos humanos

«As pessoas são o recurso mais crítico para o futuro da nossa economia», realçou o Ministro, acrescentando que há cada vez menos nascimentos em Portugal e que continuam a sair muitos portugueses para o estrangeiro.

Neste sentido, «os recursos humanos com as qualificações adequadas são um recurso muito escasso e crítico para o sucesso das empresas portuguesas e para a sustentabilidade da economia portuguesa».

Pedro Siza Vieira realçou que é fundamental continuar a apostar no sistema educativo, reduzindo o abandono escolar e aumentando o índice de população com 20 que frequenta o ensino superior e o de pessoas entre os 30 e os 34 anos com formação superior.

«Somos o país que mais progrediu, mas continuamos atrás. Temos de continuar a investir muito na formação e temos de continuar a investir na formação profissional, particularmente para responder às necessidades do mercado de trabalho», acrescentou.

Captação e retenção de talento

O Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital sublinhou também a importância de «criar condições para reter em Portugal o talento que cria», evitando que saia quem não encontra em Portugal «uma solução profissional compatível com as suas qualificações e aptidões».

«Uma economia que não consegue captar os recursos está obviamente a abdicar e a prescindir de um recurso absolutamente crítico para a sustentabilidade do nosso futuro», disse.

Pedro Siza Vieira afirmou que «não é possível continuar a competir com baixos custos e baixos salários», referindo que o único modelo de crescimento compatível com Portugal passa pela capacidade de abraçar o desafio da digitalização com recursos humanos com as qualificações adequadas.

«Temos de tratar melhor os nossos trabalhadores. Temos de pagar melhor, temos de dar outras perspetivas de carreira, outro tipo de reconhecimento, temos de ir ao encontro das aspirações das novas gerações», referiu, acrescentando que é preciso criar condições ainda mais exigentes e de melhoria e apoio ao crescimento da produtividade das empresas para garantir também o crescimento da economia.


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