Está desempregado? 7 regras simples para procura de trabalho

Especializada nas áreas de Executive Search, Assessment de Competências e Coaching de Executivos, Dalila Pinto de Almeida trabalha há mais de 20 anos em Consultoria Organizacional e desenvolveu projetos em diversas empresas multinacionais, nacionais e organismos públicos.

Recentemente, publicou o livro “Mudar de Vida”, com testemunhos de gestores e quadros de topo que foram obrigados a adaptar as suas carreiras profissionais de forma radical, em função de variáveis como o desemprego ou a insatisfação. Mantém um blogue e dedica-se agora a projetos de consultoria que têm por base a preocupação das empresas com a gestão de talentos: desde o recrutamento, passando pela sua avaliação de competências, até ao seu desenvolvimento.

Lista de regras

1. Defina um alvo. Em vez de disparar em todos os sentidos, pense nos sectores de atividade onde gostaria de trabalhar e nas empresas aí situadas. Faça uma carta de motivação – curta – onde menciona porque é que quer trabalhar para aquela empresa e envie com o CV.

2. Altere o seu estado de espírito. Encare o seu estado como de transição. É verdade que está desempregado, mas pense que está ocupado a tempo inteiro com uma estratégia na busca de um emprego.

3. Conheça-se, i.e., saber o que faz bem e onde pode acrescentar valor numa empresa. Se não é bom a vender, mesmo que goste, não se candidate a comercial.

4. Invista tempo na elaboração do CV. Os recrutadores não têm muito tempo para ler curricula longos. Faça uma página ou no máximo duas. Mencione os resultados que conseguiu nas empresas por onde passou e esqueça os adjectivos em relação a si próprio: se acha que é organizado, responsável e dinâmico, tenha à mão exemplos concretos na altura da entrevista.

5. Torne-se visível. Esteja activamente presente nas redes sociais. Conferências, seminários, workshops (hoje há muitos que são gratuitos ou com preços especiais para desempregados), também são locais onde poderá estabelecer contactos, mostrar o que quer e que competências tem. Prepare-se e sempre que oportuno, coloque questões na altura dos debates. Mas atenção, fazer perguntas não é dar opiniões.

6. Invista na sua formação. Se tem alguma disponibilidade financeira (resultante de um acordo de saída, por ex.), um MBA pode ser-lhe muito útil. E quem sabe venha a ser detectado por alguma das empresas que recrutam directamente nas universidades. Também pode aperfeiçoar uma língua ou aprender uma nova.

7. Coopere. Pode fazer alguns trabalhos pro bono – sempre com limites bem definidos. Evidencia as suas competências, mantém-se activo, experimenta novas realidades e, mais uma vez, está visível.

Fonte: Dinheiro Vivo

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