Turismo em Portugal: estado, emprego e tendências do sector

O turismo em Portugal continua a crescer a olhos vistos. A hospitalidade lusitana, o clima temperado, as praias e o mar, as cidades e a sua vida, a cultura e o património, a gastronomia ímpar e o fator segurança continuam a ser fatores determinantes na escolha do nosso país como destino de férias e a marcar pontos positivos no panorama internacional para o nosso país. Mas não só a marca (?) se tem afirmado globalmente, com uma notoriedade visível e crescente, como isso tem de facto correspondido a números muito interessantes para a economia nacional, ao ponto de a podermos considerar uma atividade essencial no nosso país.

Os números do Turismo em Portugal

Os dados são inequívocos quanto ao valor que o turismo tem para o nosso país, apontado para que este sector da economia portuguesa tenha representado, no ano de 2017, 13,7 % do Produto Interno Bruto, percentagem que corresponde a 26,7 mil milhões de euros, segundo números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. Esses valores representam um crescimento de 14,5% face a 2016, quando o turismo em Portugal valia 12,5% do PIB. O Valor Acrescentado Bruto (VAB) do turismo cresceu também, subindo de 6,9% em 2016 para 7,5% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) nacional em 2017, o que representa um montante de 12,6 mil milhões de euros e um crescimento de 13,6% face ao ano anterior. O turismo afirma-se assim como o principal sector exportador da economia portuguesa, sendo responsável por 19,4% das exportações globais e 55,1% das exportações de serviços.

O Emprego no Turismo em Portugal continua a crescer

No comunicado do Gabinete da Secretária de Estado do Turismo em que se anunciam esses números, assinala-se também que “o emprego no Turismo também continua a crescer de forma sustentada, acompanhando o dinamismo desta atividade ao longo de todo o ano”, tendo aumentado 4,8%, para um total de 417 mil vínculos a tempo inteiro, representado assim 9,4% do emprego nacional. Em 2016, as remunerações do Turismo cresceram 7,6%, – mais do que em 2015, quando cresceram 5,7%.  Se é verdade que a taxa de desemprego no nosso país é a mais baixa dos últimos 16 anos – estando neste momento fixada nos 6.7% – é preciso notar que o contributo do turismo para o decréscimo desse número tem sido muito significativo. Os sectores mais ativos no turismo foram os das agências de viagens, operadores e guias turísticos, bem como os hotéis e alojamentos, sendo que o maior peso se mantém na restauração, responsável por 47% dos postos de trabalho no sector. Com as perspectivas de que o turismo em Portugal continue a crescer, ao mesmo tempo que a sazonalidade vai sendo esbatida, as perspectivas continuam a ser ótimas para este sector de atividade.

É isso que assinala também o Banco de Portugal no seu boletim de Dezembro de 2018, registando o contributo do turismo em Portugal para a economia do país, e apontando, nas suas previsões, para a manutenção de um crescimento relativamente forte das exportações do sector nos próximos anos. Um crescimento que se prevê aliás superior ao projetado para o total de outras exportações de bens e serviços e para o próprio PIB. Destacando a melhoria da percepção da qualidade do serviço prestado, o aumento da capacidade de alojamento e a presença de companhias áreas low cost no nosso mercado como fatores que estimularam o sector, o Banco de Portugal não deixa de lançar avisos no mesmo documento. Nomeadamente, quanto aos cenários que perspectivam um eventual decréscimo do crescimento económico mundial e a recuperação de destinos concorrentes, cujos efeitos poderão afetar o sector.

A tendência do sector do Turismo em Portugal

No entanto, o regulador menciona dados positivos para que o crescimento se mantenha forte no turismo em Portugal, apontado a diversificação da origem dos turistas e a sua maior distribuição pelo território nacional como aspetos a ter em consideração numa leitura optimista. Nesse sentido, o novo aeroporto do Montijo – recentemente anunciado e que estará pronto em 2022 – afigura-se como uma excelente oportunidade, respondendo, antes de mais, à saturação do Aeroporto de Lisboa. Segundo as últimas notícias, as taxas aeroportuárias no novo aeroporto serão 15% a 20% mais baixas do que as do aeroporto Humberto Delgado, sendo a ideia atrair companhias aéreas para o novo aeroporto. Ao mesmo tempo, possibilita servir de melhor forma a Margem Sul, dotando-a de novas estruturas – nomeadamente na ligação pelo Tejo a Lisboa –  afirmando-a como ponto de ligação a outros destinos no território nacional, com especial incidência, naturalmente, para aqueles que lhe são mais próximos. Para além do impacto no comércio, serviços e indústria na Margem Sul e na Península de Setúbal, requalificando o território, também o turismo na região beneficiará largamente com o novo aeroporto desde logo pela facilidade de acesso que se assim se fortalece.

Nesse sentido, Tróia, localizada a cerca de uma hora e vinte do Montijo, reforça o seu estatuto de destino de excelência no turismo em Portugal. Aliás, se a mera pronunciação Troia já preenche o imaginário de férias de muitos turistas pelo mundo fora, esta sairá definitivamente revitalizada com a construção do novo aeroporto e com a nova dinâmica que se prevê associada.


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