Se hoje dispomos de uma vasta variedade de perfumes, devemos agradecer às antigas civilizações. Atualmente, vivemos num mundo onde as fragrâncias estão presentes em todas as fases da vida e em diferentes momentos do dia. Além disso, este mercado tornou-se extremamente amplo, indo desde as lojas físicas, as famosas boutiques, até aos marketplaces. Deste modo, é possível adquirir perfumes em lojas online de todo o mundo, tornando a prática fácil e acessível à todos.
Se ficou curioso para conhecer mais da história da perfumaria, neste artigo vai descobrir tudo, desde o seu aparecimento até à sua evolução.
Perfumes e rituais
O perfume é um verdadeiro ciclo contínuo: utiliza-o antes de ir para o trabalho, para a escola, para um passeio vespertino e para os encontros. Enquadram-se em toda e qualquer situação, trazendo personalidade a quem os usa. Acontece que as notas aromáticas não transportam apenas um aroma agradável, mas também uma vasta história.
Tudo se deu início nas antigas civilizações, como a Mesopotâmia e o Antigo Egito. No entanto, o uso de perfumes não consistia apenas em agradar ao olfato — o seu uso ia muito mais além.
Ao contrário dos dias de hoje, os perfumes não eram líquidos: provinham da queima de madeiras aromáticas, ervas e resinas. Os egípcios passaram a utilizar este fumo para o embalsamento de múmias e rituais religiosos. Claro que a utilização com fins estéticos também era valorizada: os óleos corporais eram vistos como um símbolo de beleza e status.
O jardim dos Gregos
Quando a perfumaria chegou à Grécia, tornou-se evidente que aquilo seria uma “tendência”. Acontece que os gregos não se limitaram apenas aos conhecimentos herdados dos egípcios. Os estudiosos começaram a ir mais além, realizaram novas técnicas e fizeram várias experiências, além de darem um novo intuito à prática. Interessante salientar que foram os gregos que ousaram envolver técnicas desde a botânica à perfumaria. As suas plantas preferidas eram as rosas, lírios,íris, manjerona, tomilho e açafrão, sendo ainda comum encontrar estes ingredientes na composição de fragrâncias modernas.
Foi também na Grécia que os perfumes passaram a ser conservados em pequenos frascos de pedra e vidro, chamados alabastrons. Além disso, foram desenvolvidos perfumes específicos para cada zona do corpo, uma prática ainda hoje vista, com fragrâncias capilares, desodorizantes, águas-de-colónia e body splashes corporais.
Como os romanos transformaram o perfume em luxo
Os egípcios apaixonaram-se pelo perfume; os gregos, adoravam-no. Ora, os romanos estavam cegamente obcecados por ele.
Se usar fragrâncias em rituais, em múmias ou no corpo todo já parecia exagero, agora o perfume era utilizado em absolutamente tudo: roupas, casas, cerimónias religiosas, banquetes… e até mesmo em casas de banho públicas! Na Roma Antiga, o perfume era utilizado em tudo o que se podia usar, a elite investiu rios de dinheiro em fragrâncias orientais, como a canela, a mirra, o olíbano e o nardo.
Explorando novas técnicas
Saindo da Europa e dirigindo-se para o Médio Oriente, local onde a perfumaria se desenvolveu com mais afinco, vários estudiosos árabes lutaram entre si na corrida para desenvolver técnicas mais sofisticadas. Uma prática aperfeiçoada neste período foi a destilação, permitindo a separação e concentração do aromas das plantas.
Podemos destacar o filósofo árabe Avicena, que deixou a sua marca na história com o aperfeiçoamento da técnica de extração da essência de rosas, e assim a água de rosas tornou-se um artigo muito consumido e procurado.
De salientar que os óleos aromáticos e as águas de perfume tinham uma utilização medicinal, e muitos acreditavam que até podiam ser curados das suas doenças através destas fragrâncias.
A imigrante italiana
Não foi apenas de estátuas magníficas e obras deslumbrantes que se fez o período do Renascimento. O interesse pelo luxo e pela ostentação voltou em força, e cidades italianas, como Veneza e Florença, tornaram-se grandes monopólios da perfumaria.
Ora toda a gente sabe que quem se vangloria até hoje dos seus perfumes sofisticados é a França… Mas como é que a perfumaria consolidou o país? Simples: devemos agradecer à Catarina de Médicis, uma italiana que se mudou do seu país natal para França e levou consigo as técnicas perfumistas mais modernas em Itália. Daí em diante, eram utilizadas fragrâncias cada vez mais requintadas em lenços, luvas, leques, roupas e cabelos.
Os diversos aromas no Palácio de Versalhes
Entre os séculos XVII e XVIII, a perfumaria, assim como tudo em França, tornou-se a menina dos olhos da aristocracia. Ora, que os franceses de antigamente não tomavam banho, já se sabe, mas uma curiosidade interessante é que a conhecida corte perfumada de Luís XIV utilizava perfumes extremamente fortes para omitir os desagradáveis odores corporais.
Quando tudo começa a evoluir
Quando chegou o século XIX, o mercado da perfumaria foi abençoado com a química moderna. Agora, não dependiam exclusivamente de ingredientes naturais, e assim as moléculas sintéticas reproduziram e criaram fragrâncias nunca antes sentidas. Desta forma, novas fragrâncias foram desenvolvidas e o custo baixou, marcando o início daquela que seria a perfumaria moderna que hoje conhecemos.
No século XX, foram notadas várias mudanças: agora, os perfumes eram mais acessíveis e não eram apenas um artigo da elite. Além disso, grandes atrizes de Hollywood glamourizam os perfumes e alavancaram-nos ainda mais. Afinal, se quer ser uma estrela, precisa de cheirar como tal.
Século XXI: o que dizer da perfumaria atualmente?
Podemos dizer que o percurso das fragrâncias até se tornarem naquilo que são hoje foi um processo longo e revolucionário. Com as tecnologias atuais, uma gama de perfumes serve todos os mais diversos gostos e personalidades, cumprindo, no entanto, requisitos como a sustentabilidade e a produção ética.
Hoje, os perfumes não são apenas status: carregam história, marcando gerações e transformando-se numa prova viva de que a humanidade procura sempre melhorar e evoluir.
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